Monday, January 09, 2006

Visão

Espelho da alma lhe chamam...
Não são palavras minhas.

De algo mais complexo penso que se trata.

Através deles temos acesso
A um mundo diferente.

Cada pessoa seu atlas...

No entanto,
Não e só a um mundo físico que temos acesso.
Existe igualmente um infindável mar de emoções inerente a cada olhar.

Amor,
Felicidade,
Nervosismo,
Tristeza,
Inclusive dor...

Tudo pode ser expresso.
Os olhos não mentem,
Ninguém é capaz de tornar este portal apático
por muito que treine.

Em suma, são portas.
Importantes portas de acesso,
Fortes portais de defesa,
Inabaláveis portões de isolamento.

Sem eles,
Duvido que fossemos capazes de comunicar.
De distinguir quem nos admira
De quem nos odeia
De diferenciar amizade...
De amor...

Mas não se deixem enganar,
Há quem consiga dominar o olhar
E transmitir o inverso do que pretende...

Já fui enganado desta forma...

Tuesday, January 03, 2006

Amor...

Aiii, Amor, amor…
A quanto obrigas…

Alguém disse antes de mim,

E que estranho és!...
Humildemente acrescento...

Num minuto nos atrai para uma pessoa,
No minuto seguinte atenua-se,
E mais tarde ou mais cedo
Uma nova pessoa é-nos apresentada...

Não me posso queixar...
Já me apresentou a quatro pessoas:

A primeira........
Não durou muito...

A segunda,
Revelou-se incapaz de assumir o compromisso,
Criando duvidas e problemas onde eles não existiam

A terceira...
Absolutamente fantástica!
Professor fenomenal na arte da vida,
Inda melhor pessoa quanto a gostar de alguém...

A quarta...
Ainda existe...
Revelou-se um autêntico conto de fadas...

Não só não se limitou a entregar-se a mim...

Como me resistiu,
Revelando-se um enigma.

Algo que eu sempre quis...

Atrevo-me a dizer que corresponde as minhas expectativas...
Pois Tudo aquilo que desejo encontrar em alguém,
Finalmente encontrei.

Espero que o enigma se desvende...
Lentamente...

De forma a poder ser gozado...

Pois ate agora,
Tanto não me desiludiu...

Como me cativa cada vez mais...

A ti te dedico este texto...
Esperando com ele ser capaz de te fazer entender
O quanto te quero...
O quanto te desejo...
O quanto gosto de ti…

Friday, December 23, 2005

O Toque.

Pessoal...
Único...
Irrepetível...

Não existe melhor forma
De demonstrar os nossos sentimentos.

Um simples abraço,
Um mero beijo,
Uma caricia,
Por mais pequena que sejam
Exprimem sempre
De forma única e pessoal
Os nossos sentimentos.

Tocando,
Facilmente sabemos:
Quem nos quer,
Quem nos deseja,
Quem nos detesta,
Quem nos odeia...

Por isso
Toco tudo,
Toco todos.

Descubro texturas,
Formas de iludir,
Formas de tocar.

Aprendo a diferenciar um toque amigável,
Dum toque com malícia
Dum toque por pena...

Enfim,
Aproveitem a vossa existência!

Se não têm coragem de o dizer,
Demonstrem de outra forma!

Escrevam,
Cantem,
Façam ofertas!

Mas de uma coisa tenho a certeza,

Não há forma mais eficaz
De exprimir um sentimento
Sem usar palavras...

Que o Toque em si...

Monday, December 12, 2005

Sometimes, I just feel tired...

Afundo-me...
Sinto-me sem energia...
Apático
Imóvel...

Há que acordar,
Mas como??

Pensando talvez...

Mas em que?
Não sei.
Gostava de estar noutro local,

Mais alto,
Mais fundo,
Sei lá!

Noutro sitio onde pudesse entrar em contacto com água.
Afundar-me nas suas maravilhas geladas,
Observar os seus estranhos habitantes...

Em vez disso,
Estou onde estou...

A dormir acordado,
Esperando pelo fim da tortura...

Quero ir para casa...

ALTO!!

Acabou o jogo.
Chega!
Basta!

Quase destruímos o tabuleiro...
Recuso-me a isso!

Paramos a tempo,
Ambos os reis ainda estão em jogo,
¾’s dos peões ainda existem
as torres, cavalos e bispos, intocados,
as damas em confronto.

No entanto,
Não passou de um jogo...
Algo fingido,
Cujas regras foram inventadas por um tipo já morto...

(no comments)

Não nos limitemos a um jogo com regras antigas.
Somos mais evoluídos que isso.

Avancemos.
Já conseguimos muito ate agora,
Porque não obter o todo?
Ou tentar?

Com calma,
As coisas ainda se estão a compor.

Vamos devagar,
Gozar cada movimento,
Gozar cada palavra,
Gozar cada toque,
Gozar...
A relação em si...

Sunday, December 11, 2005

Jogo continua…


O jogo intensifica-se…
Afinal não e tão desigual quanto parecia.
Ambos os oponentes possuem armas idênticas.

Actualmente

Nenhum pretende vencer,
Ambos procuram gozar o jogo.

Para quando Xeque-Mate?
E quem o sofrerá?

Estamos numa fase critica do jogo.
Qual das peças será sacrificada primeiro?
A Dama,
(Peça mais forte e móvel do jogo)
Ou o Cavalo?
(Mais fraca mas igualmente perigosa…)

Ainda há outras opções…
O jogo ainda agora começou…

Será um mate simplista a chave para a vitória?
Ou deverão os peões,
Fracos e vulneráveis,
Ser alvo de um banho de sangue
Antes do jogo acabar??

Não sei…
Ainda e cedo para afirmar isso.

No entanto,
Duas questões permanecem:

Quem será o vencedor?

Qual será o prémio?

Afrontas!!

Ódio…
Um ódio imenso me percorre…
Um ódio contra as pessoas;

Do meu passado,
Do meu presente,
Do meu futuro quem sabe…

De tanta calunia que existe no mundo,
Porque e que eu tinha de ser alvo dela!!

Que fiz para merecer tal desprezo?

Não me é permitido viver normalmente?
Não me e permitido estar em paz com as minhas escolhas?
Não me e permitido andar com quem me apetece?

Felizmente nem toda gente e assim.

Perversa,
Calculista,
Traidora…

Não,
Felizmente existem pessoas decentes,
Pessoas em quem se pode confiar
Pessoas com quem se pode estar,
Com quem se pode desabafar,
Com quem se pode pensar…

Essas sim, vale a pena conhecer.

Mas como distingui-las das outras??!

Devaneios…


Mais uma batalha prestes a ter início.
Se tem ou não sentido, quem saberá?

Cada um de nos possui as suas próprias batalhas,
Intensas,
Incessantes,
Infinitas...

Se saímos ou não vencedores compete-nos a nos
E só a nos
Decidir.

O caminho mais fácil e sempre o mais obvio.

Mas não terá esse caminho ratoeiras?
Pequenos pormenores que escapam a vista humana,

Como detectá-los?
Simples;
Ou caiem nelas e se desenrascam,
Ou voltam atrás e tomam o caminho mais difícil.

Mas há batalhas em que a escolhe e essencial
Pois não se pode voltar atras.

Quando se brinca com a vida,
Ou se sabe o que se vai fazer;
Ou se pede ajuda a quem saiba.

E recomeça-se o jogo.
Algo simples
Sempre a ocorrer

A que jogo me refiro?

Talvez no final o diga…

Algo interessante no mínimo,
Ambas as partes tentam levar a melhor
No entanto, em teoria, só uma vence.

Se ambas jogam, ambas pretendem vencer,
Ambas possuem armas,
Ambas possuem defesas,
Mas só uma sairá vencedora.

Vai um Joguinho?

Mais uma pessoa
Mais um jogo que se inicia

Neste caso, diferente
Único
Singular

Ninguém precisa de saber dele
Ninguém tem direito a criticar

Terão ambos os jogadores as mesmas armas?
Sim?...
Não?...
Que importa isso?

O objectivo não e vencer
E gozar o jogo.

Só espero que,
Se algum dia o jogo acabar,
Ambos os jogadores sejam vencedores.
Pelo menos, que algo de bom advenha para ambos

Perseguição ou ameaça?

Quem és?
Que pretendes?
Porque me persegues?
Que tenho eu de tão diferente dos outros?

Só porque pretendo assumir determinado comportamento
Para os outros considerado desviante,
Devo ser motivo de perseguição?

Seja.
Venham eles!
Estou preparado para tal.

Nada me afecta,
Nada me toca,
Nada me perturba.

Tenho apoio em vários locais.

Apoio esse incondicional.

Sou capaz de me manter,
De me defender,
De ser fiel as minhas convicções!

Desaparece perseguidor!
Nada de mim vais obter!

Manter-me-ei firme,
Inalterável
Fiel a mim próprio.

Não me importa a tua força,
Sempre me manterei como sou.

Se gostas, sê bem-vindo amigo,
Se não gostas, tens dois trabalhos então:

Não gostar
E continuar a não gostar.

Danças de Salão


Estou cansado…
Mas feliz!
Enquanto que há coisas que ninguém deve sofrer
Há outras que deviam ser constantes…
Dançar e uma delas.
Faça chuva
Faça sol

Enquanto danço
Estou no meu ambiente…
Feliz,
Leve,
Ágil,
Mais fiel a Mim…

Tenho dores,
Mas estou feliz.

Não me mexo
Mas estou feliz

Não consigo pensar correctamente,
Mas Estou Feliz!

Experimentem um dia aprender a dançar.
Depois usem esse conhecimento.
Nessa altura irão ver,
Que eu tenho razão…

Sono...

Quero dormir…
Não me apetece…

Há tanto para fazer;
Assuntos a estudar,
Textos para ler,
Coisas para falar…
Pessoas para ajudar…

Alguém que gostávamos de visitar…

Tanta coisa sobre que dispersar atenção…

Tão poucas as quais queremos atribui-la….

Quero dormir…
Talvez mais tarde.

A alma foge-me quando me deito.
Sinto o corpo pesado…
Desvitalizado…
Morto…

Tanto me afundo
No mais fundo dos mares,
Sentindo o frio gélido que dele emana,
Como cego pelo véu negro nele instalado,

Como ganho asas e voo
Tanto pela mais alta das nuvens,
Como pela floresta mais fresca e verdejante…

Quero dormir….

Não consigo…

Tens Tempo…

Como pode algo tão novo
Menosprezar o seu potencial?
Porque saíste da casca tão cedo?
O mundo cá fora não e assim tão bom…

Não sofras já, jovem criatura…
Terás a tua quota-parte de sofrimento
Quando a altura certa chegar.

Deixa-te estar,
Dentro da tua casca…
Em segurança…

Sabendo que tens sempre a quem recorrer
Seja para obter ajuda…
Seja para obter conselhos…
Seja só para desabafar…
Mas sabendo,
Que do outro lado da casca

Estará sempre alguém para te apoiar.

Não sofras já, jovem criatura
Não queiras sofrer já…
Ainda e cedo…
Cedo demais para veres o Mundo…

Fica onde estas mais uns tempos…
Formula sonhos,
Concretiza desejos,
Cria metas,
Define objectivos,

E cumpre-os…

Não te deixes afectar por quem força a entrada.
Por cada lasca removida
Cria mais duas ou três.
Mas não te feches totalmente…

Ainda há quem te quer bem…
Ainda há…

Quem te ame…

Materialismo

Desejo…
Luxúria…

Para quê tudo isso?

Somos julgados pelo que temos…
Não pelo que somos…

Está errada essa concepção das coisas.

Porque deverá alguém que tem pouco
Ser afastado da sociedade?

Qual e a razão para afastar alguém?

Será porque esse alguém é perigoso?
Não…
Será porque esse alguém representa uma ameaça?
Não…

Será por ser diferente?

Sem duvida que sim.

Todos os que são diferentes são afastados.
Só pelo facto de serem diferentes…

Já Darwin afirmava isso.
Os mais aptos sobrevivem,
Os outros…

Ou lutam pelo direito de ser diferente,
Ou se dissolvem no emaranhado da sociedade…

Mas porque é que temos de ser todos semelhantes?...

Solidão...

Está tudo tão calmo...
Observem o predador,
Bebendo nos confins do seu reino

Estará a relaxar?Observando algo?

No entanto, reparem;
Não há ninguém por perto…

Algo se passa.
Estará o predador prestes a ser presa?

Mas quem ousa atacar o Rei?
E de onde atacará?

No entanto…
Não há réstia de tensão no seu rosto…
Estará realmente em perigo?

Não…
Definitivamente não.

Apenas se retirou do seu cargo por uns momentos.

Todos precisamos de nos retirar.
Uns mais que outros…
Mas todos precisamos de tempo para nós.
E um Rei não é excepção…

Xadrez...

Jogo do mais forte,
Ou dos mais astutos?
Banho de sangue
Ou divertimento inocente?

Porque atacar os súbditos
Quando o objectivo e atacar o rei?

Porque deverão trinta peças
Literalmente sacrificar-se
Quando apenas duas resolvem o jogo?

Qual a razão para o Clero
Ser tão importante como os Cavaleiros?
Não serão eles os primeiros a cair?

E que razão existe
Para oito peças únicas
Terem menos valor que as fortificações?
Será que estar na defesa
Desvaloriza quem esta na linha da frente?

Tanta guerra no mundo…
Tantas lutas incessantes…

E os mais Sábios divertem-se com isto…

A Vida já não terá valor para os Senhores da guerra?!

Cabe-nos a nós,
Senhores,
Parar tamanha irracionalidade!

Pois para quem se gaba
Ser o animal mais inteligente
Age um pouco contra a sua fama...
Não acham?

Frágil, ou talvez não...


Observem…
Olhem novamente…
Não vêm?

Ali no meio…
Algo frágil,
Minúsculo,
Mas de uma Beleza arrebatadora.

Imaginem-se este ser.
Imaginem por um momento…
As potencialidades…
As vantagens…
As capacidades…
O modo de vida…

De bom grado seria este ser,
Apenas por um momento…
Para poder voar…
Para estar em paz com o meu redor…

Permitam-me então a questão:
Quem será mais Feliz?

Nós;
Seres gigantes,
Presos a terra!
Capazes de manipular,
De trair,
Incapazes de criar sem destruir…

Ou Ela;
Simples,
Leve,
Solitária,
Indispensável a Natureza…

Qual será a resposta Senhores?

Saturday, December 10, 2005

Quem eu quero...


Encontrei alguém
Que me complementa
Que me deseja
Que me quer

Não importa o meu estatuto social
Ou as minhas deficiências
Esse alguém
Procura-me,
Encontra-me,
Molda-me,

Toca-me…

Certas experiências não devíamos sofrer,
Demasiado profundas para nos abandonar…
Para sempre presentes,
Apenas ausentes quando encontrar alguém que mas faça esquecer…

Encontrei esse alguém
Não estou a sua altura...
Embora complementares,
A vida incessantemente nos afasta
Impedindo-nos de usufruir uma vida a dois
Saudável…
Mas juntos...

Em lugar desse privilégio, somos amigos.
Para sempre Especiais um para o outro

Pois em tempos,
Não muito distantes,
Vivemos algo...

Esse algo fez-me feliz
A ele também…

Só que faltava algo para ser perfeito
Esse algo viria a surgir tarde…

Não sei como me vou afastar tanto tempo...
Mas assim que estiver preparado,
Volto para seus braços…

Porque?...

E ali esta ela...
Sozinha,
Abandonada,
Despojada da sua beleza.

Outrora alvo de admiração
Actualmente alvo de repulsa
Como pode a Natureza ser capaz disto?
Pretendera punir a Rosa pela ousadia
De ser a mais bela do jardim?

Ou simplesmente encerrará os seus segredos
Nestes tristes espectáculos?

Longevidade...
Felicidade...
Conhecimento...
Morte...

Tudo conceitos.
Apenas um real…

Qual poderemos dominar?
Qual nos destruirá?...

Em Suma...

Escondo-me atrás das Sombras
Para que ninguém
Me possa magoar...
Para que ninguém
Me possa discriminar…
Para que ninguém
Me possa odiar…

Mas sobretudo,

Para que ninguém
Me possa entender na totalidade...

Sou algo estranho
Nunca em paz consigo mesmo
Pois se algo me atrai
O seu inverso tem vantagens…
Se algo eu desejo
Algo me impede de o ter...

Não sou quem penso ser
Sou algo diferente
Nunca igual ao que descrevo
Por isso nunca falo de mim
Por palavras minhas.

Em Suma:

Chega de falar de mim!
Dos meus problemas…
Das minhas ambições…
Dos meus desejos …

Pois toda gente os tem,
Em maior ou menor quantidade,
Mas toda gente os tem…
E tu estranho?
Como estas?

A um inicio Feliz!!

Antes de mais, Olá a todos os leitores.
Este é, por assim se dizer, uma forma que encontrei para expor e obter feedback de algo que descobri muito recentemente que conseguia fazer bastante bem: Escrever.
Á primeira vista sei que estes textos parecem poemas, mas reparem:
  1. Não há rimas, praticamente nenhum "verso" rima com outro;
  2. Não há ritmo de leitura predefinido, cito as obras de Fernando Pessoa enquanto Álvaro de Campos que frequentemente davam a sensação do ondular do mar ou algo assim.
Findo este esclarecimento, so espero que, por favor, comentem.
MidNight_Cat